quarta-feira, 27 de maio de 2015

ENCONTRO NA TORRE DE TV - BRASÍLIA

Encontro na Torre - 26/5/2015 

O tradicional encontro das terças-feiras em Brasília, que durante anos foi realizado no Autódromo, tem novo endereço. Pela primeira vez, na praça de alimentação da Torre de TV (torre antiga). Pelo sucesso do primeiro dia, tem tudo para dar certo...

(clique sobre as imagens para ver em tamanho original)


Da esquerda para direita: Wellington, Luiz, Ricardo e Vilson.

Ricardo, Humberto, Wellington e Vilson.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

VIAGEM A BELÉM - 2ª PARTE


Viagem de Brasília a Belém.
Três Comdor'es participam desta aventura: Wellington e Regimar vão até Belém e retornam, enquanto Afonso segue sozinho a partir da capital paraense.
(Viagem iniciada em 1/5/2015)


Escrito por Wellington Figueiredo

A manhã achava-se fria quando deixamos São João de Aliança (GO). Faltavam 157 km para que eu e Regimar chegássemos a Brasília. Havíamos percorridos 4.893 km de motocicleta durante 14 dias, sob um sol forte, entremeados por chuvas ocasionais. Passamos pelo Estado de Goiás ( Alto Paraíso, Campos Belos... ), cruzamos Tocantins em sua parte oriental (Natividade, Palmas, Fortaleza do Tabocão...), cortamos o Sudoeste do Maranhão (Carolina, Riachão, Imperatriz...) e fomos até Salinópolis, onde o Atlântico encosta no norte do Pará. No caminho de volta, passamos por Belém.
         De Belém, prosseguimos pelo Leste do Pará, passando por Tailândia e Moju. Prosseguindo, cruzamos o rio Araguaia em uma balsa e aportamos nossas motocicletas no solo da cidade de Xambioá (neste périplo fomos obrigados a utilizar balsa por três vezes).
         Afonso, que ficara em Belém, embarcaria com sua moto, uma Harley Davidson 883, com destino a Manaus.
         Em Belém, depois de cruzarmos toda a cidade, nós três fomos almoçar em um dos restaurantes que se alinham nas Docas do porto da cidade, às margens do rio Amazonas. Brindamos nossos dias passados juntos (“sem uma briga!” citação do Afonso) e também nossa separação, pois Regimar e eu seguiríamos pelo asfalto que nos retornaria ao Centro-Oeste do Brasil, enquanto Afonso subiria de barco pelo rio Amazonas até Manaus.
         Em Belém, ponto de separação entre nós, já borbulhavam em nossas mentes as lembranças do aconchego familiar. Regimar talvez pensando em reencontrar João Mauro e Denise; em mim volitava o desejo de reencontrar com a Hilda e meus filhos (Ayana, Francisco e Eliza) e, na mente do Afonso, talvez povoasse a ansiedade para rever os netos e compartilhar com eles (Brenda, Afonso Neto e Afonso Lucas) o bilboquê e o pião, levados de Goiânia. Mas temos de admitir, antes que esses presentes fossem entregues aos netos do Afonso, eles reacenderam nossa infância ao jogarmos bilboquê nos quartos dos hotéis nos quais nos hospedamos.
         Quando subimos em nossas motos em Brasília (o Regimar com uma Yamaha Midnight 950, eu e Afonso com nossas Harley 883), portávamos a confiança que elas nos levariam até Salinópolis, mas não imaginávamos acompanhar os contornos e os azuis longínquos das serras que segregam as águas do Tocantins das águas do Araguaia, nem nos ocupamos em atinar as pessoas com quem trocaríamos risos, histórias e informações. Nem havíamos previsto quão agradável seria abandonar nossos corpos às águas que escorregam pelos penhascos, grutas e socavões que acercam Carolina (MA). Nem mensuramos a extensão dos plantios de soja que avançam pelo sul do Maranhão e pelos kms e kms de palmeiras de dendê que ladeavam a estrada no município de Tailândia (PA).
         Constatamos que nas regiões por onde passamos a crise econômica também já chegou; vimos uma enorme quantidade de carretas que retornam ao Sul do país sem carga alguma. Ouvimos reclames de vendedores que percorrem a região tentando colocar seus produtos e não encontram comerciantes dispostos a fazerem pedidos de mercadorias. Ouvimos de jovens a vontade de migrarem para os grandes centros urbanos à procura de emprego e, dos mais velhos, era ressonante a voz da descrença:”esse país não tem jeito mesmo!”.
          Em Imperatriz (MA), onde pernoitamos, percebi a emoção do Afonso ao passar pelo quartel do Exército na cidade, onde se via um grupo de soldados perfilados.  
         Nas paradas para descanso, abastecimento e almoço, sempre estiveram presentes as saudações, os elogios e a admiração dos que nos acercavam para enaltecer o desprendimento em subirmos nas nossas motocicletas, para deixar a vida correr solta e livre ao vento que guardeia as estradas.
         Os dias quentes que antecederam nossa chegada a Salinópolis foram substituídos pela brisa assobiante do mar do norte do Pará, pelo cheiro de maresia, pela areia fina e firme, levemente acinzentada, da praia do Atalaia.
         Em Moju e São Miguel do Guamá ficou nítida a variedade de brasis que existe neste País. Lá, motocicleta foi feita para carregar mais de três pessoas, e motociclista não usa capacete (por algum momento ficou-me a dúvida: aqui é proibido usar capacete?!).
         Tenho a impressão de que, nos jovens que nos viram pelas estradas, despertamos sonhos e, nos mais velhos, realizamos seus desejos de liberdade e aventura não concretizados. É, como me disse o Zé Ricardo Zani: “depois de fazer uma viagem dessas, somos punidos pelo desejo e a vontade de viver intensamente nossa existência!” E, de preferência, sobre duas rodas!
(Wellington)     

Nota do Editor: A partir de Belém, Afonso continuou a viagem de barco, em direção a Manaus. Dias depois, ao sentir dores na coluna cervical, por recomendação médica decidiu adiar o plano de chegar às fronteiras da Guiana e Venezuela.   


Da esquerda para dir: Wellington, Regimar e Afonso.



Comando Militar da Amazônia



Rio Tocantins - Orla de Marabá, no Pará. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

BELÉM E FRONTEIRAS BRASIL/GUIANA E BRASIL/VENEZUELA - 1ª PARTE

Viagem de Brasília a Belém e Fronteira com Guiana e Fronteira com Venezuela.
Três Comdor'es participam desta aventura: Wellington e Regimar vão até Belém e retornam, enquanto Afonso segue sozinho a partir da capital paraense.
(Viagem iniciada em 1/5/2015)

 Palmas, Tocantins.


Da esquerda para a direita: Wellington, Regimar e Afonso 

Afonso

Esq. para dir.: Regimar, Wellington e Afonso.

Travessia de balsa pelo Rio Tocantins (Filadelfia-TO para Carolina-MA)