segunda-feira, 25 de abril de 2016

BURITIS - MG

Passeio em Buritis - MG
23.04.2016

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 E/D: Humberto, Wellington e Vilson


 E/D: Nilson, Humberto e Wellington


E/D: Nilson, Wellington e Humberto  


 E/D: Nilson, Vilson e Humberto

quarta-feira, 6 de abril de 2016

VILA BOA (GO)

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Passeio a Vila Boa (GO)
02.04.2016

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 E/D: Wellington, Wantuil, Ricardo, Vilson e Humberto.



VILA BOA

Posto Flamingo, 7h30. Assim foi combinado.
Mas Humberto já havia avisado que tinha compromisso antes, o que sugeria certo atraso. Contudo, ele acordou às 5 da manhã e foi correr... Nos corredores da Ceasa, correu atrás de cebola, alho, couve-flor, alface, tomate, jiló, coentro...
Resolvida a tarefa, lá estava ele no Flamingo, na hora combinada.
Enquanto isso, eu, Vilson, Ricardo e Wantuil, que não tínhamos compromisso algum, chegamos depois do Humberto, cada um inventando uma desculpa.
Em seguida, mais tempo perdido, tentando configurar os intercomunicadores.
- Cadê o manual?, perguntou Vilson.
Como o próprio nome diz, manual é para se ter à mão. Mas nem eu, nem Ricardo, nem Wantuil tínhamos os manuais em mãos! Um ficou na gaveta, outro no armário da sala e outro na garagem.
- Eu desisto...
- V’ambora, então. Na próxima vez a gente estuda o manual antes de sair, prometemos uns aos outros.    
Até Planaltina, o trânsito é intenso e perigoso, mas a partir daí as coisas vão-se acalmando na BR-020, que é a rodovia mais perigosa na região do DF.
A estrada tem traçado retilíneo, onde predominam as extensas subidas e descidas. Distante da estrada, algumas montanhas quebram a monotonia das fazendas de gado.
Percorridos 160 km, estamos em Vila Boa, com sol quente e um cheiro apetitoso vindo do modesto restaurante, ao lado do posto de gasolina.
Eu e Wantuil optamos por algo “leve” (pastéis de carne), enquanto Ricardo tilintava as tampas das cubas do self service, seguido pelo Humberto e Vilson, para se fartarem com arroz, frango, bife acebolado, feijão tropeiro e saladas.
Se a boa comida caseira satisfez a fome, não diminuiu nosso apetite por estrada. Assim, a conversa girou em torno de planos pelo Sul, passando pelo Uruguai, Atacama e, “por que não o Alasca?”, arriscou Wantuil!
- Atacama o Regimar já está planejando para o ano que vem!, lembrou o Ricardo.
Na saída, duas meninas nos ofereceram dindim (sacolé?) por dois Reais cada. Wantuil comprou o último que uma das meninas carregava na caixinha encardida de isopor.
- Essas motos são de vocês?, perguntou a criança.
- Sim, são nossas! – respondeu alguém de nós.
Montamos nas máquinas (Explorer, Shadow, Varadero e duas Harley), sob os olhares curiosos das crianças, com suas sandálias empoeiradas e vestidinhos descorados.
Antes de pegarmos o caminho de volta a Brasília, circulamos um pouco pela minguada Vila Boa. Crianças descalças nas ruas precárias e tranquilas se agitavam ao nos ver. E adultos à sombra de árvores e alpendres de botecos nos saudavam com cara de admiração.
No retorno a Brasília, ao entrar no Eixão cada um se esgueirou pelas bifurcações rumo à sua casa, e com as motos em movimento nos despedimos, acenando e buzinando.
Já em casa, ao estacionar minha moto, notei que uma sensação de fraqueza me rondava. Foi então que me lembrei do lanche fraco que substituiu meu almoço. Os dois pastéis e o guaraná não supriram o desgaste da viagem...  Então salivei, pensando nos dindins coloridos e no bifão acebolado que os companheiros almoçaram.

(Escrito por Wellington Figueiredo)