sábado, 18 de outubro de 2014

BYE BYE, SAPOPEMA!

Caso contado por Ricardo (Comdor'es) em Usina de Letras, em março/2010
Pegue a pipoca e se ajeite na poltrona. A conversa vai longe e a narrativa é não-linear:


(O autor, em 1983, com a XL citada neste conto)

  
Tudo acontece em questão de segundos. 

De repente, estou muito próximo da curva e percebo a velocidade excessiva. Um susto! Observo com atenção e reconheço o local. Ângulo fechado! Em seguida, dou-me conta de que não estou na postura correta para dobrar rapidamente à direita. Então, eu me rendo: segura, peão, que aí vem chão! 

Cheguei à curva do mesmo jeito que chegara à cidade, ao assumir o trabalho. Desavisado, fora do ritmo, bem próximo de curvas e com posturas impróprias. 

Isso fora um ou dois anos antes, quando vim para a base regional, em Ibaiti, transferido de muito longe. Mas, precisamente neste momento, meu problema é o raio da curva, no duplo sentido da palavra. Vou me espatifar no primeiro acidente com a bela XL 250 branca com detalhes vermelhos, que estou amaciando como manda o manual. 


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